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| Wenzel: contrato deve ser preciso |
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Ricardo Düren ricardo@gazetadosul.com.br |
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Dirigindo o próprio carro e sem a companhia de assessores, o secretário estadual de Relações Institucionais, José Alberto Wenzel (PSDB), veio a Santa Cruz do Sul na tarde de ontem para uma reunião com a prefeita Kelly Moraes (PTB). O encontro, rápido e discreto, tratou da questão em torno do Hospital de Pronto-Socorro Regional. O assunto voltará a ser debatido na próxima sexta-feira, quando ocorre uma reunião entre os prefeitos do Vale do Rio Pardo.
Segundo Wenzel, seu objetivo na visita à prefeita foi “colocar-se à disposição para ajudar”. O secretário de Estado também narrou a Kelly como foi o andamento do projeto de construção do HPS no período em que ele foi prefeito de Santa Cruz, na gestão passada. “Foi uma reunião bastante amistosa e tive boa receptividade”, avaliou.
Wenzel defende a construção do hospital em Santa Cruz e acredita que a administração não deve abrir mão da obra por medo dos custos de manutenção. Por enquanto, o clima de indefinição na Prefeitura se deve justamente ao receio de que Santa Cruz venha a arcar com as despesas caso ocorra inadimplência de outros municípios beneficiados pelo HPS. “Quando eu era secretário municipal de Saúde, ouvi muitos dizendo que não deveríamos criar a UTI Pediátrica no Hospital Santa Cruz devido aos custos. Mesmo assim, criamos a UTI e ela existe até hoje”, comparou.
O ex-prefeito destacou, ao mesmo tempo, a importância de ser elaborado um contrato preciso, estipulando a responsabilidade da União, do Estado e dos municípios na manutenção do hospital. “Deve ser firmada uma parceria forte. O Vale do Rio Pardo precisa do HPS. Trata-se de uma estrutura que disponibilizaria uma gama de atendimentos especializados aos moradores da região.”
Por sua vez, Kelly preferiu voltar a falar do assunto com a imprensa só na manhã de sexta-feira, quando ocorre uma reunião extraordinária da Associação dos Municípios do Vale do Rio Pardo (Amvarp). Inicialmente marcado para hoje, o encontro foi cancelado devido a compromissos dos prefeitos. Kelly espera mais informações a respeito de como será a manutenção do hospital e defende um estudo amplo da questão.
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ENTENDA
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A ser construído com recursos federais, o HPS atenderia 68 municípios. O projeto de construção em Santa Cruz começou a ganhar forma na administração anterior mas, na semana passada, surgiram indefinições. A Prefeitura cobra mais clareza quando à forma como os custos serão divididos e afirma não haver garantias da participação dos governos federal e estadual na manutenção do HPS. Enquanto isso, o Cisvale, responsável pelo projeto, já avalia realizar a construção em Venâncio e até andou visitando terrenos por lá.
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QUEIXA
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O vice-presidente do Conselho Municipal de Saúde, Darci Benke, se manifestou contra um episódio ocorrido antes da reunião entre a Prefeitura e lideranças da comunidade, realizada segunda-feira para debater a questão do HPS. Segundo ele, quatro conselheiros compareceram, mas apenas o presidente, José Carlos Haas, foi autorizado a entrar. Em protesto, Haas decidiu que o conselho não participaria do encontro. Por fim, entrou apenas o conselheiro João Costa, mas na qualidade de integrante do Sindicato dos Trabalhadores do Fumo e da Alimentação. “Nos sentimos desrespeitados ao sermos barrados”, disse Benke. Segundo a assessoria da Prefeitura, o número de participantes na reunião foi limitado devido a questões de espaço físico.
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